Rogério Marinho tem onde buscar os 41 votos no Senado, mas enfrenta obstáculos para chegar lá

Rogério Marinho foi oficialmente apresentado pelo PL como candidato à presidência do Senado. Ele agora corre atrás dos 41 votos necessários para obter a maioria e ser eleito.

Numa conta mais simples, Rogério já conta com os 29 senadores eleitos pelo PL. Precisa, portanto, buscar mais 12 votos nos demais partidos de direita e de centro.

Ainda nessa conta mais simples possível, Rogério tem onde buscar esses votos. Vejamos os possíveis senadores de oposição que, mesmo não sendo do PL, podem votar nele:

Podemos: Styvenson Valentim.

Novo: Deltan Dallagnol, Lahésio Bonfim e Marcel van Hattem.

Republicanos: Damares Alves, Hamilton Mourão e Mara Rocha.

PP: Guilherme Derrite e Tereza Cristina.

União Brasil: Gracinha Caiado.

PSDB: Plínio Valério.

Numa conta simples, os 29 votos do PL, somados aos 11 listados acima, chegam a 40 votos. Falta apenas um.

E quais serão as dificuldades de Rogério?

PRIMEIRA: Há uma voz corrente em Brasília de que, mesmo dentro do PL, Rogério perderá alguns votos. São senadores que rivalizam com ele de alguma forma e desaprovaram a maneira como coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro, concentrando tudo em torno de si. Em Brasília, fala-se em dois ou três dissidentes.

SEGUNDA: A senadora Tereza Cristina (PP) também se lançou candidata à presidência do Senado. Ela argumenta que é a única capaz de conquistar os votos de centro que Rogério não consegue alcançar. Seu nome é considerado forte na disputa.

TERCEIRA: Na lista de senadores que podem votar em Rogério, há dúvidas sobre Damares Alves, Hamilton Mourão, Gracinha Caiado e Plínio Valério. Todos também têm aproximação com Davi Alcolumbre. Há ainda a chance de Deltan Dalagnol, do Novo, não tomar posse. E Tereza Cristina pode manter a candidatura.

QUARTA: O voto de Styvenson Valentim em Rogério ainda não está declarado. O senador potiguar manteve alinhamento com Alcolumbre durante todo o seu atual mandato.

Diante dessas informações, a conclusão possível é que Rogério é um nome forte, mas não é favorito.

Ciente dessa realidade, Rogério está iniciando um movimento para que todos os senadores dispostos a votar nele declarem publicamente seu apoio, antecipando a manifestação de um voto que será secreto no dia da eleição.

A cartada de Rogério torna visível uma de suas fragilidades. O voto secreto pode mostrar outra realidade.

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