Se eu fosse responsável pelo desempenho das nominatas de deputado federal e estadual da Federação PT/PV/PCdoB, estaria seriamente preocupado, nesta altura da campanha, com o resultado que pode sair das urnas no dia 4 de outubro.
Desde a pré-campanha, as projeções apontavam para a possibilidade de a Federação eleger três deputados federais e, no mínimo, seis deputados estaduais. A esta altura da disputa, porém, esse cenário já não parece tão confortável.
Na disputa pela Assembleia Legislativa, algumas projeções já trabalham com a possibilidade de a Federação PT/PV/PCdoB eleger apenas cinco deputados estaduais. Essa redução está relacionada principalmente a dois movimentos: a força da nominata do PL, que coloca vários de seus candidatos entre os mais citados nas pesquisas, e o crescimento dos nomes da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
A projeção de cinco deputados estaduais para a esquerda aparece em diferentes cálculos que acompanham o desempenho agregado dos candidatos nas pesquisas. É preciso fazer uma ressalva importante: pesquisas para cargos proporcionais apresentam alto grau de incerteza, principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não indicam espontaneamente seus candidatos. Ainda assim, quando analisadas em conjunto, podem ajudar a identificar tendências. São indicadores.
Na disputa para deputado federal, o sinal de alerta também existe.
Natália Bonavides aparece entre os principais nomes da Federação, mas há uma certa estagnação dela nas pesquisas ou, algumas vezes, registro de quedas. Vista inicialmente como campeã de votos, hoje esta posição é ameaçada. Enquanto isso, Fernando Mineiro e Odon Júnior ocupam posições intermediárias em diferentes levantamentos e parecem sem capacidade de avanço. Dr. Bernardo e Thabatta Pimenta são os aparecem bem competitivos na disputa interna pelas vagas.
Do outro lado, a nominata federal do PL apresenta vários nomes com forte presença nas pesquisas. Nina Souza aparece sempre entre os nomes mais citados, disputando o topo da loista com Natália. Enquanto Sargento Gonçalves, Cabo Deyvison, General Girão, Carla Dickson e Juninho Saia Rodada formam um grupo bastante competitivo, ocupando o TOP 10 das pesquisas.
Levantamentos recentes já colocaram seis nomes do partido entre os candidatos com condições de disputar as oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara Federal.
O resumo do cenário atual é que a Federação PT/PV/PCdoB precisa acompanhar com atenção o desempenho de sua chapa estadual, diante da possibilidade de ficar com cinco cadeiras na Assembleia Legislativa.
Na disputa federal, a terceira cadeira também merece atenção. Há projeções que ainda apontam três vagas para a Federação, mas outras já trabalham com a possibilidade de o PL conquistar uma quarta cadeira, alterando a divisão inicialmente esperada das oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados.
A reta final da campanha, portanto, será decisiva para saber se a Federação conseguirá confirmar as projeções feitas ainda na pré-campanha ou se terminará a eleição com uma bancada menor do que aquela inicialmente projetada.





