A senadora Zenaide Maia iniciou um movimento de forte reação à definição que o União Brasil vem construindo de lançar o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, como segundo nome ao Senado, em dobradinha com ela.
A reação ganha força na atuação do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, esposo de Zenaide, que já comunicou ao grupo a preferência pela manutenção de uma candidatura única ao Senado.
Entre os aliados mais próximos da senadora, o incômodo com a escolha de Carlos Eduardo se deve à avaliação de que a articulação atende à necessidade de Allyson Bezerra de contar com uma liderança com capilaridade eleitoral na Grande Natal, mas acaba gerando prejuízos diretos à candidatura de Zenaide.
O cálculo feito pelo grupo é que, com a confirmação de duas dobradinhas — uma no campo governista, com Samanda Alves e Rafael Motta, e outra no campo de centro, com Zenaide Maia e Carlos Eduardo Alves — haverá uma tendência de pulverização dos votos do centro e da centro-esquerda entre quatro nomes.
“A senadora só tem a perder, porque são quatro candidatos disputando votos em um mesmo campo, enquanto, na direita, Styvenson e Coronel Hélio tendem a concentrar votos. Nós vamos dividir, e eles vão somar”, afirmou um interlocutor da senadora ouvido pelo blog.
Zenaide defende a manutenção da ideia original de apenas um nome ao Senado no palanque, evitando a dispersão eleitoral.
Na avaliação do grupo, o capital político que Zenaide havia ampliado com a desistência de Fátima Bezerra de disputar o Senado começa a se diluir diante da multiplicação de candidaturas com perfil progressista.
Apesar da resistência, o blog apurou que dificilmente o veto de Zenaide a Carlos Eduardo será acatado. Allyson considera essencial a presença do ex-prefeito na chapa. Além disso, pesa o fato de que Carlos Eduardo, até pouco tempo, era aliado da própria senadora, quando ainda estava filiado ao PSD.





