Disputa interna e falta de articulação ameaça mandatos de deputados da federação União Brasil/PP

Uma ou até duas cadeiras da bancada federal do Rio Grande do Norte podem mudar de mãos nas eleições deste ano dentro da federação União Brasil/PP. A projeção considera o atual cenário das principais nominatas que disputarão as oito vagas da Câmara dos Deputados pelo estado.

A federação ainda não fechou sua chapa completa e busca, entre os filiados, dois nomes femininos e um masculino para preencher a nominata. Até agora, apenas seis pré-candidatos aparecem na lista, sendo que somente quatro são considerados realmente competitivos.

Nos bastidores, já está definido que três nomes entrarão apenas para composição da chapa. Um será indicado pelo pré-candidato ao Governo do Estado, Alysson Bezerra, outro pelo PP e o terceiro pelo União Brasil.

Entre analistas e projeções políticas, há praticamente consenso de que a federação deverá eleger apenas dois deputados federais, sendo considerada, entre as três principais nominatas do RN, a menos competitiva até o momento.

Atualmente, a chapa conta com três deputados federais de mandato — João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio — além do ex-deputado estadual Kelps Lima, apontado como um quarto nome competitivo. A avaliação é de que todos tenham potencial para ultrapassar a marca dos 100 mil votos, mas ainda assim isso pode não ser suficiente para que a nominata alcance desempenho semelhante ao das principais concorrentes.

As projeções indicam que as chapas do PL e da federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) devem superar a marca dos 550 mil votos, liderando a disputa proporcional no estado.

O grande questionamento, neste momento, é qual dos atuais deputados conseguirá garantir a reeleição. Dentro dessa matemática eleitoral, ao menos um parlamentar deve ficar de fora — e há quem avalie que até dois possam perder espaço. Kelps Lima, apesar de não ter mandato, afirma projetar uma votação acima dos 130 mil votos e acredita que isso o colocará entre os eleitos.

As pesquisas, porém, ainda apresentam oscilações entre os nomes. Robinson Faria aparece fortalecido pelo apoio de prefeitos; João Maia é reconhecido pela articulação política; enquanto Benes Leocádio mantém forte presença nos municípios.

Outro ponto que chama atenção é a falta de articulação coletiva para fortalecer a chapa. Nos bastidores, a avaliação é de que cada pré-candidato tem priorizado exclusivamente a própria pré-campanha. Kelps concentra esforços em sua candidatura; Robinson faz o mesmo; João Maia evita assumir sozinho a responsabilidade pela articulação; Alysson Bezerra mantém foco na disputa pelo Governo; e José Agripino Maia tem sido visto como pouco produtivo nessa missão.

A sensação dentro da federação é de acomodação. Predomina o entendimento de que cada candidato deve cuidar dos próprios votos, mesmo que isso resulte em uma nominata capaz de eleger apenas dois deputados federais.

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