O PT já encontrou o mote que pretende utilizar para iniciar a fase mais ostensiva da estratégia de construção do chamado “time de Lula” no Rio Grande do Norte. Amparado em pesquisas que indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve superar os 50% dos votos no estado, o partido aposta todas as suas fichas na vinculação dos candidatos locais à imagem do presidente.
Nos bastidores e na divulgação para a imprensa, o conceito do “time de Lula” já começou a ser utilizado como eixo central da comunicação. Agendas, fotografias, redes sociais e demais ações de campanha passam a reforçar essa associação. Dentro dessa estratégia, surge o “Cadu de Lula”, ao lado da “Samanda de Lula” e do “Rafael de Lula”, em um movimento que o marketing acredita que poderá produzir resultados mais consistentes nos próximos meses.
O PT também trabalha com projeções eleitorais. A avaliação interna é de que, se ao menos a metade dos eleitores de Lula também votarem nos candidatos apoiados pelo presidente no estado, isso seria suficiente para garantir Cadu Xavier no segundo turno e aumentar significativamente as chances de conquista de uma vaga no Senado.
Os articuladores petistas reconhecem, porém, que a principal condição para que essa estratégia funcione é a recuperação da imagem do presidente. Lula vem tentando se recuperar de um momento de desgaste político, com queda de popularidade e aumento das críticas da população. Ainda assim, a expectativa do partido é que, durante o período eleitoral, o presidente volte a crescer nas pesquisas, impulsionando também os candidatos aliados.
Uma das preocupações da linha de frente da campanha é justamente o fato de que a associação entre Cadu e Lula já vem sendo trabalhada desde o ano passado, mas ainda sem os resultados esperados. A esperança dos petistas é que, com o início oficial da campanha, o calor da disputa e o aumento da polarização política, esse vínculo finalmente ganhe força junto ao eleitorado.
Internamente, o PT avalia que, se Cadu Xavier alcançar ao menos metade da votação de Lula no primeiro turno, isso deverá ser suficiente para colocá-lo na disputa final pelo Governo do Estado. Por isso, a ordem agora é reforçar, em todas as frentes, a ideia do “time de Lula” no Rio Grande do Norte.




