O pré-candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil, Allyson Bezerra, optou por minimizar a crise instalada na nominata federal da federação após os ataques de Kelps Lima ao ex-governador Robinson Faria e aos deputados federais João Maia e Benes Leocádio.
Tratando o episódio como algo sem maior relevância, Allyson afirmou que não vê problemas significativos na situação e relativizou as duras críticas feitas por Kelps aos seus aliados políticos.
Mesmo diante das declarações em que Kelps classificou Robinson Faria como “o pior governador da história do Rio Grande do Norte” e definiu João Maia e Benes Leocádio como “irrelevantes e incompetentes”, o pré-candidato ao governo preferiu destacar que o ambiente na Federação União Brasil-PP é positivo e que existe uma boa relação entre seus integrantes.
A postura contrasta com a do deputado estadual Kléber Rodrigues, um dos principais articuladores políticos da federação. Kléber fez uma defesa pública dos três parlamentares, afirmando que são “excelentes deputados, capacitados, preparados e com muitos serviços prestados ao Estado”.
Já Allyson evitou defender os aliados diretamente e classificou o episódio como algo comum em disputas eleitorais.
“Outro dia mesmo a gente viu na nominata do PL um arranca-rabo de candidatos brigando em entrevistas e discutindo. Isso pode acontecer em qualquer nominata”, declarou, sem criticar Kelps ou rebater o conteúdo das acusações.
Para justificar sua posição, Allyson argumentou que disputas internas são naturais em processos eleitorais e observou que muitas situações mudam ao longo da campanha.
“A gente sabe como começa uma campanha para deputado, mas ninguém sabe como ela termina”, afirmou, citando sua própria experiência eleitoral em 2018.
O pré-candidato também evitou comentar o possível desgaste provocado pelas declarações de Kelps para o projeto político da federação. Afinal, ao afirmar que Robinson foi o pior governador da história do Estado e que João Maia e Benes Leocádio são irrelevantes e incompetentes, Kelps acaba atingindo nomes que integram o mesmo grupo político que apoia a candidatura de Allyson ao governo.
O aspecto que mais chama atenção na postura adotada por Allyson é a ausência de uma defesa pública dos parlamentares atacados. Ao mesmo tempo em que relativiza as declarações de Kelps, o pré-candidato não deixa claro se concorda ou discorda do conteúdo das críticas, mantendo uma posição de cautela diante da crise.





