O PT alimenta neste momento como principal objetivo político, convencer o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, a indicar a irmã, Milena Galvão, para compor como vice-governadora na chapa governista. Por isso, o partido vem adiando o anúncio do nome para vice na expectativa de amadurecer as conversas. Há, de fato, diálogo entre a governadora Fátima Bezerra e Ezequiel sobre essa possibilidade. O governo enxerga uma eventual aliança com o PSDB como um importante trunfo político para 2026.
Apesar disso, a construção desse acordo é vista como complexa. A nominata do PSDB para deputado estadual foi montada conjuntamente por Ezequiel, Paulinho Freire, Fábio Dantas e Érico Jácome, todos alinhados, até aqui, ao projeto político de Álvaro Dias. Dentro do grupo tucano, prevalece o entendimento de que o caminho natural seria uma composição com a oposição.
Por esse motivo, uma eventual aproximação de Ezequiel com o PT não dependeria apenas de uma decisão pessoal, mas de um consenso interno difícil de ser construído. Um acordo com Fátima poderia gerar desgaste com aliados importantes e provocar desequilíbrios na própria chapa proporcional do PSDB. Há resistência de pré-candidatos que não aceitariam essa mudança de rumo político.
Além disso, o movimento afetaria diretamente aliados como Fábio Dantas, que trabalha pela reeleição da deputada Cristiane Dantas e Érico Jácome, alinhado com Paulinho Freire. Assim, embora exista espaço para avanços pontuais nas conversas — inclusive em torno de um possível apoio a Samanda Alves para o Senado — uma aliança completa do PSDB com o palanque petista ainda parece distante e cercada de obstáculos.





